← Recursos Operação · Microsoft 365 26 de outubro de 2026 8 min de leitura

Sophos ou Microsoft Defender? As contas para quem tem Microsoft 365.

Juntar Sophos ao Business Standard sai caro e continua a deixar buracos. São dois fornecedores e duas faturas, e nada liga a proteção do computador ao acesso ao email e aos ficheiros da empresa: um portátil comprometido continua a entrar, e nos telemóveis pessoais o controlo é limitado. O Business Premium fecha esses buracos e traz a proteção na mesma licença: é o Business Standard inteiro (Teams, Outlook, Word, Excel, SharePoint e OneDrive), mais Defender, Intune e Conditional Access. A diferença é de 6,93 € por utilizador e por mês. Vejam o que cada caminho compra antes de renovarem o Sophos.

Camada a camada: Sophos e o equivalente Microsoft

Quase todas as camadas que o Sophos vende têm equivalente na stack Microsoft. A exceção é a firewall física. As três primeiras já vêm no Business Premium.

CamadaSophosMicrosoftOnde está incluído
Computadores (antivírus + EDR)Sophos Endpoint (Intercept X)Defender for BusinessMicrosoft 365 Business Premium (servidores: licença à parte)
Email e phishingSophos EmailDefender for Office 365 (Plano 1)Microsoft 365 Business Premium
Telemóveis e tabletsSophos MobileMicrosoft IntuneMicrosoft 365 Business Premium
Ataques à identidadeSophos ITDRDefender for Identity + Entra ID P2Microsoft Defender Suite for Business Premium (complemento)
Acesso remoto às aplicações (ZTNA)Sophos ZTNAMicrosoft Entra Private AccessMicrosoft Entra Suite ou licença avulsa
Filtro webSophos DNS ProtectionFiltro web do Defender for Business; Microsoft Entra Internet Access para regras por utilizadorFiltro base no Business Premium; Entra Internet Access no Microsoft Entra Suite ou avulso
Correlação de alertas (SIEM/XDR)Sophos XDR com Next-Gen SIEMMicrosoft Defender XDR + Microsoft SentinelSentinel paga por volume de dados
Quem olha para os alertasSophos MDRRevisão diária dos alertas, tuning do Defender e relatório mensal a uma pessoa nomeadaServiço HeraPrime
Firewall de redeSophos Firewall (XGS)Azure Firewall para o que corre em AzureNa sede: exceção (ver abaixo)

O Business Standard tem a proteção base do email (antispam, antimalware e proteção contra falsificação de remetente) e uma gestão básica de telemóveis. Não tem EDR, não tem o Defender for Office 365 e não gere portáteis nem os dados da empresa em telemóveis pessoais. É por isso que quem tem Standard acaba a comprar a segurança a outro fornecedor. O Business Premium, para empresas até 300 utilizadores, inclui as três primeiras linhas.

As contas: quanto custa cada caminho

Preços de tabela da Microsoft em Portugal, consultados a 20 de outubro de 2026, por utilizador e por mês, com subscrição anual paga anualmente, Teams incluído e IVA à parte:

PlanoPor utilizador e por mês
Microsoft 365 Business Standard (em Portugal, «Microsoft 365 Empresas»)12,13 €
Microsoft 365 Business Premium (em Portugal, «Microsoft 365 Empresas Premium»)19,06 €
Diferença6,93 €

Caso 1: Business Standard e Sophos

Subir para Premium não tira nada. O Premium inclui tudo o que está no Standard: Teams, email, Office, SharePoint e OneDrive ficam iguais. A segurança passa a vir na mesma licença que a colaboração. Uma licença, uma consola, uma fatura.

Comparar esta diferença só com a fatura do Sophos é fazer a conta errada, porque os dois caminhos não compram a mesma coisa. Mesmo que o Sophos saia mais barato por utilizador, a combinação continua com um buraco no meio.

Sem Conditional Access no Microsoft Entra ID e sem o Intune completo, Business Standard com Sophos não consegue impedir que um portátil comprometido abra o email e os ficheiros da empresa, nem controlar o que um telemóvel pessoal guarda. O Business Standard não traz nenhum dos dois, e o Sophos não substitui o Conditional Access: protege o computador, mas não decide, a cada acesso, se esse computador pode entrar no Microsoft 365. O Premium traz ambos, mais o Microsoft Purview para proteger a informação. Os 6,93 € por mês compram exatamente o que falta à combinação, e o que hoje pagam ao Sophos por computadores, email e telemóveis deixa de ser preciso.

Caso 2: Business Premium e Sophos

O Defender for Business, o Defender for Office 365 (Plano 1) e o Intune já estão na fatura da Microsoft. A licença Sophos de computadores, email e telemóveis paga a mesma proteção pela segunda vez. Na próxima renovação, essa parte da fatura Sophos deixa de ser precisa.

Cinco perguntas para testar a vossa combinação Microsoft 365 e Sophos

Se têm Microsoft 365 e Sophos, levem estas perguntas à próxima reunião de renovação. As respostas dizem se a vossa segurança está ligada ou se são dois produtos lado a lado.

  1. Um portátil com malware continua a conseguir abrir o email da empresa? No Business Premium bem configurado, não: em computadores Windows geridos pelo Intune, o Conditional Access corta o acesso até o Defender dar o computador como limpo.
  2. Um telemóvel pessoal consegue guardar ficheiros da empresa onde quiser? No Business Premium, as políticas do Intune protegem os dados dentro das aplicações, mesmo em telemóveis não registados, e controlam o que se pode guardar ou copiar.
  3. Quando o Sophos deteta uma ameaça num computador, o acesso desse computador ao Microsoft 365 é bloqueado automaticamente? Sem Intune e Conditional Access, não há forma nativa de o fazer: o corte depende de uma ação manual, vossa ou dos analistas do Sophos MDR, se o tiverem contratado.
  4. Quanto pagamos por utilizador e por ano, somando Microsoft 365 e Sophos? O Business Premium custa 19,06 € por utilizador e por mês, com as três primeiras linhas da tabela incluídas.
  5. Quem coordena a resposta quando um incidente atravessa as duas consolas? Com uma só stack, há um parceiro responsável. Com duas, há duas faturas e dois fornecedores a coordenar.

Porque uma só stack protege melhor

O que protege não é cada produto isolado. É a ligação entre eles. No Microsoft 365, cada acesso ao email e às aplicações ligadas ao Microsoft Entra ID passa pelo Conditional Access, que cruza três sinais: quem é o utilizador e se tem MFA, se o dispositivo cumpre as regras do Intune e se o Defender detetou risco nesse computador. Um portátil Windows com malware fica sem acesso às aplicações da empresa até o problema estar resolvido.

Com dois fornecedores, essa ligação depende de integrações entre consolas, que têm de ser configuradas, licenciadas e mantidas, e o bloqueio do acesso continua a fazer-se do lado Microsoft. Uma stack é uma consola, uma fatura e um parceiro responsável quando algo corre mal.

A NIS2 pesa no mesmo sentido. O artigo 27.º do regime jurídico da cibersegurança (DL 125/2025) define nove áreas de medidas para entidades essenciais e importantes, do tratamento de incidentes à autenticação multifator, exigíveis a partir de junho de 2028. Em Microsoft, cada medida é uma configuração concreta que se documenta e se mostra numa auditoria. Ver o mapa das nove medidas →

E a firewall do escritório?

A firewall à porta do escritório protege um modelo que já não existe: toda a gente lá dentro e tudo o que está dentro é de confiança. Hoje as pessoas trabalham em casa e no cliente, o email está no Microsoft 365 e o ERP corre cada vez mais em Azure. O perímetro passou a ser a identidade de cada pessoa e o estado de cada dispositivo. É o princípio do Zero Trust: verificar cada acesso, dar só o acesso necessário e partir do princípio de que a rede já foi comprometida.

O teste a fazer é uma pergunta: os portáteis e telemóveis da empresa andam dentro e fora da firewall? Se a resposta for sim, estão no pior caso. A firewall dá uma segurança que não existe, e cada dispositivo que esteve em casa, no cliente ou na rede de um hotel traz para dentro o que apanhou lá fora. Quando está fora, a firewall não o vê. Quando volta, já está do lado de dentro.

Fazemos este modelo com Microsoft e Azure. O Microsoft Entra Private Access substitui a VPN: dá acesso às aplicações internas uma a uma, com as regras do Conditional Access. O que corre em Azure fica atrás do Azure Firewall.

Firewall física, só onde é precisa: uma fábrica com máquinas que não aceitam agente, servidores locais que ainda não migraram, um requisito contratual de um cliente. Aí implementamo-la como exceção, dentro do mesmo desenho Zero Trust.

Quando o Sophos faz sentido

Sem Microsoft 365, a conta é outra. O Defender deixa de vir incluído e perde-se a ligação ao Entra e ao Intune. Nesse caso, o Sophos pode ser a escolha certa, e um parceiro especializado nesse fabricante serve-vos melhor do que nós.

Já temos Sophos. E agora?

A mudança faz-se por fases e nenhum computador fica desprotegido. O Microsoft Defender Antivirus fica em modo passivo ao lado do Sophos, e o EDR do Defender vê e regista as ameaças durante o piloto. O plano que seguimos:

  1. Inventário de licenças. Que licenças Microsoft 365 a empresa já paga e o que está ativo nelas.
  2. Piloto. Defender for Business ativo num grupo de computadores, com o Sophos ainda instalado.
  3. Configuração. MFA, Conditional Access, políticas do Intune e proteção do email.
  4. Saída na renovação. O Sophos sai na data de renovação, para não pagarem dois fornecedores.

Perguntas frequentes

O Defender não é o antivírus gratuito do Windows?
Não. O Windows traz o Microsoft Defender Antivirus. O Defender for Business, incluído no Business Premium, é outro produto: deteção e resposta (EDR), investigação e remediação automáticas, gestão de vulnerabilidades e uma consola única para Windows, Mac, iOS e Android.
Temos de pagar o Defender à parte?
Para computadores, telemóveis e email, não: com Business Premium, o Defender for Business, o Defender for Office 365 (Plano 1) e o Intune já estão incluídos. Os servidores Windows e Linux precisam de licença Defender própria. O Entra Private Access, o Entra Internet Access e o Microsoft Defender Suite for Business Premium são complementos para casos concretos.
Temos Business Standard. Serve?
Para email, Teams e Office, sim. Para segurança, fica curto. O Business Standard tem a proteção base do email e uma gestão básica de telemóveis, mas não inclui o Defender for Business, o Intune nem o Conditional Access, e juntar-lhe outro fabricante não liga a proteção dos computadores ao acesso às aplicações. A comparação a fazer é Standard mais a licença de segurança contra Business Premium.

Sophos é marca registada da Sophos Ltd. A HeraPrime não é parceira Sophos.

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