← Recursos Microsoft · Credenciais 21 de setembro de 2026 7 min de leitura
Microsoft Solutions Partner em quatro designações — o que muda para os clientes.
A HeraPrime é hoje Microsoft Solutions Partner em quatro das seis áreas do programa: Infrastructure (Azure), Data & AI (Azure), Digital & App Innovation (Azure) e Modern Work. Ao lado do estatuto Cegid Platinum, é a credencial que mais perguntas nos traz, e quase sempre a mesma: «o que é que isso me garante?». Este artigo responde a essa pergunta. Não é sobre o selo. É sobre o que a Microsoft mede para o atribuir, o que cada designação cobre no dia a dia de uma empresa e o que ela não promete.
O que é uma designação Solutions Partner (e o que não é)
O programa de parceiros da Microsoft tem seis áreas de solução: Infrastructure (Azure), Data & AI (Azure), Digital & App Innovation (Azure), Business Applications, Modern Work e Security. Em cada área, a designação atribui-se a quem atinge um partner capability score de pelo menos 70 pontos em 100, com todos os indicadores acima de zero. Os indicadores agrupam-se em três famílias: desempenho (clientes novos a usar a tecnologia), competências (pessoas certificadas, em número e em nível) e sucesso do cliente (crescimento real de utilização e implementações concluídas). A regra está publicada nas perguntas frequentes do programa.
Três consequências práticas dessa regra:
- Não se compra. Não há um valor a pagar que substitua os indicadores. Um parceiro sem clientes a usar a tecnologia, ou sem pessoas certificadas, não chega aos 70 pontos.
- Não é um exame de uma só vez. A pontuação recalcula-se ao longo do ano e a designação renova-se anualmente. Quem deixa de ter certificações válidas ou clientes ativos perde-a na renovação seguinte.
- Não é uma classificação. A designação diz que um parceiro cumpre um patamar numa área. Não ordena parceiros entre si, e não substitui a verificação que o cliente faz ao contratar.
As quatro designações, uma a uma, pela ótica de quem contrata
Infrastructure (Azure)
Cobre a migração e a operação de servidores, redes, armazenamento e recuperação de desastre em Azure. Para uma empresa que corre o Cegid Primavera, o que muda é simples de descrever: o ERP e a infraestrutura onde ele corre passam a responder ao mesmo contrato e ao mesmo responsável. Desaparece a zona cinzenta entre fornecedores, aquela em que o parceiro de ERP aponta para a infraestrutura e o de infraestrutura aponta para o ERP. Foi a segunda das quatro, em junho de 2026, depois de Modern Work, e explicámos então o que exige e o que muda para clientes em Azure. A regra da casa mantém-se: sem benchmark antes da migração não se mexe em produção.
Data & AI (Azure)
Cobre dados e inteligência artificial: bases de dados geridas, análise, modelos de IA e serviços cognitivos. Na prática de uma PME portuguesa, o caso de uso mais frequente é prosaico e vale dinheiro: uma fatura de fornecedor lida pelo Azure AI Document Intelligence, que extrai NIF, datas, valores e IVA e cria o registo no Cegid Primavera, ficando a equipa a conferir só as exceções. O outro caso de uso é o Copilot a ler documentos da empresa. Aí a designação vale por uma coisa que se esquece com frequência: quem põe a IA a ler os documentos tem de ser quem arruma primeiro as permissões, senão a IA responde com o que estava numa pasta partilhada há três anos.
Digital & App Innovation (Azure)
Cobre a construção e a modernização de aplicações e integrações: APIs, automatismos e plataformas low-code sobre Azure. É a designação das «ligações»: o conector entre um HR global (Workday, SuccessFactors) e o Cegid Primavera RH como motor de processamento português; a integração entre o PMS de um hotel e a faturação; um portal de fornecedores que escreve diretamente no ERP. Para o cliente, significa que a integração é um conector documentado, com dono, e não um script que só uma pessoa percebe.
Modern Work
Cobre o Microsoft 365 como ambiente de trabalho governado: identidade (Entra ID), colaboração (Teams, SharePoint), gestão de dispositivos (Intune) e proteção (Defender). O que muda para o cliente é a diferença entre «temos licenças» e «temos um ambiente governado»: quem acede a quê, com que segundo fator, a partir de que dispositivos, com que registo. É também aqui que vive a parte do Microsoft 365 que a NIS2 vai pedir às entidades abrangidas, e explicámos os níveis e medidas em Microsoft 365 em página própria.
Porque é que as quatro juntas importam mais do que cada uma
Um ERP moderno não vive sozinho. Corre numa infraestrutura, alimenta-se de dados que vêm de fora, liga-se a outras aplicações e é usado por pessoas com identidades e dispositivos que alguém tem de governar. Quando estas quatro camadas têm quatro fornecedores, cada incidente começa por uma discussão sobre de quem é a culpa. Quando têm um, começa pelo diagnóstico. As quatro designações são a forma pública de dizer que a HeraPrime cumpre o patamar da Microsoft em cada uma dessas camadas, ao mesmo tempo que mantém o estatuto Cegid Platinum com as 18 especializações Cegid Primavera. A arquitetura Azure e a administração do Microsoft 365 são acreditadas em nível Expert, e o sistema de gestão da qualidade é auditado todos os anos pela SGS (ISO 9001:2015), com âmbito na conceção, implementação, formação e assistência.
Como trabalhamos os casos de uso
A designação diz que sabemos usar a tecnologia. Não diz por onde começar num cliente concreto. Para isso temos um método, e é o mesmo há muitos anos, com ou sem IA no meio:
- Identificar casos de uso. Não «adotar Azure» nem «ligar o Copilot»: encontrar as duas ou três tarefas que hoje custam horas e têm dono, como as faturas de fornecedor, o fecho do mês ou os pedidos de férias.
- Mapear processos. Perceber por onde a informação entra, quem a valida e onde acaba, antes de escolher a tecnologia. É nesta fase que se descobrem as permissões erradas e as folhas de cálculo paralelas.
- Implementar. Só depois, e com uma medida de sucesso combinada à partida: minutos por fatura, dias para fechar o mês, pedidos tratados sem email.
É por este método que a designação Data & AI, por exemplo, raramente começa por IA. Começa por identidades e permissões, que são Modern Work, e por dados arrumados, que muitas vezes são o ERP.
O que a designação não diz
Duas coisas, para que a leitura seja honesta. Primeiro, a designação não é uma garantia contratual: essa é o contrato e o SLA, e é lá que devem estar os tempos de resposta e as responsabilidades. Segundo, não ordena parceiros: outros parceiros em Portugal têm designações Microsoft, e a forma certa de comparar é pedir a cada um o mesmo: as designações em vigor, verificáveis no diretório da Microsoft, e casos concretos na vossa dimensão e no vosso setor.
Perguntas frequentes
O que é o Microsoft Solutions Partner?
Quantas designações existem e quantas tem a HeraPrime?
Ser parceiro Microsoft muda a relação com a Cegid?
Como se verifica uma designação?
Começar pelo caso de uso
Se há uma tarefa na vossa empresa que hoje custa horas e devia custar minutos, essa é a conversa certa: 30 minutos para identificar o caso de uso, mapear o processo e dizer o que implementaríamos primeiro, em Azure, no Microsoft 365 ou no próprio Cegid Primavera. Peça um diagnóstico.
