← Recursos Estratégia · Migração de ERP 19 de outubro de 2026 7 min de leitura
Mudar de ERP em janeiro: o que tem de estar decidido em novembro.
Muitas empresas querem arrancar com o ERP novo a 1 de janeiro, e com razão: o exercício abre limpo, os saldos de abertura passam uma vez e o ano anterior fica todo no sistema antigo. Só que um arranque em janeiro decide-se em novembro, não em dezembro. Este guia mostra o calendário real, o que tem de estar pronto antes de assinar e o que fazer se janeiro já não for possível.
Resposta direta: até quando dá para decidir?
Numa migração linear para o Cegid Primavera, o mínimo realista são 8 semanas entre o início do projeto e o arranque: 2 semanas de auditoria, 4 a 6 de configuração e migração de dados, 1 a 2 de testes em paralelo e um fim de semana de passagem. Para arrancar em janeiro de 2027, o projeto tem de começar em novembro. Contando a conversa inicial e a proposta técnica, que entregamos em 5 dias úteis, a decisão tem de estar tomada nas próximas semanas.
Operações maiores, com várias empresas ou com lógica vertical específica, precisam de 16 a 24 semanas. Para essas, o arranque limpo realista é a abertura do segundo trimestre de 2027.
Porque é que 1 de janeiro é a data mais pedida
- O exercício abre no sistema novo. Todos os documentos do ano novo nascem no ERP novo. Ninguém tem de consolidar meio ano num sistema e meio ano noutro.
- Os saldos de abertura passam uma vez. O ano anterior fecha-se no sistema antigo e os saldos finais entram no novo como abertura.
- O SAF-T de cada período sai de um só sistema. Uma passagem a meio do ano obriga a cuidados redobrados nos períodos de transição.
- A equipa aprende num mês mais calmo. O arranque cai depois do pico de faturação de dezembro.
O detalhe que quase ninguém conta: janeiro tem dois fechos
Arrancar a 1 de janeiro não dispensa o fecho do ano anterior. O fecho de 2026 continua a fazer-se no sistema antigo, em janeiro, fevereiro e março, enquanto o ERP novo já está a faturar. Na prática:
- No arranque entram saldos de abertura provisórios, a partir do balancete de dezembro antes dos lançamentos de fecho.
- Durante o fecho o sistema antigo tem de continuar acessível, com licença e acesso garantidos até à entrega das declarações anuais.
- No fim do fecho os saldos definitivos substituem os provisórios no ERP novo e a abertura fica reconciliada.
Se o plano de migração não diz quem faz cada um destes passos e em que data, o problema chega em março. A ordem de operações do fecho no Cegid Primavera está no nosso guia de encerramento de ano fiscal.
O calendário para um arranque em janeiro
| Quando | O quê |
|---|---|
| Agora | Conversa de 30 minutos: o que está em produção, que dados têm de viajar, que integrações existem |
| 5 dias úteis depois | Proposta técnica com plano de migração datado |
| Novembro | Decisão, início do projeto, auditoria do sistema atual e plano de dados |
| Novembro e dezembro | Configuração e migração de dados, com cargas de teste |
| Fim de dezembro | Testes em paralelo e formação, com o período de festas no calendário |
| Início de janeiro | Passagem num fim de semana e arranque, seguido de 90 dias de acompanhamento |
As semanas do Natal e do Ano Novo têm menos dias úteis, de ambos os lados. É por isso que este calendário serve projetos lineares e não aguenta atrasos na decisão.
O que tem de estar decidido antes de assinar
- O âmbito. Que empresas, que módulos e que integrações entram no arranque e quais ficam para uma segunda fase. Um arranque em janeiro com tudo dentro é o arranque que escorrega.
- Os dados que viajam. Artigos, clientes, fornecedores e saldos em aberto viajam sempre. O histórico de documentos fica consultável no sistema antigo e no SAF-T arquivado.
- Quem decide do lado da empresa. Uma pessoa com tempo reservado em novembro e dezembro, sobretudo para as validações de dados.
- O plano do fecho de 2026. Quem fecha, em que sistema e até quando o sistema antigo fica acessível.
- As integrações críticas. Banca, loja online, recursos humanos. Cada uma precisa de teste próprio antes da passagem.
- O servidor. Cloud ou On-Premises. Se o ERP antigo corre num Windows Server 2016, o suporte desse sistema termina a 12 de janeiro de 2027, logo a seguir ao arranque; convém decidir o destino do servidor na mesma conversa.
E se janeiro já não der?
Forçar a data não compensa. Uma migração apressada para cumprir uma data custa mais do que um mês de atraso. A alternativa é escolher já a próxima data limpa:
- Início de fevereiro ou de março. Arrancar no início de um mês mantém a contabilidade simples, com saldos de abertura no último dia do mês anterior.
- Início de abril. O início do segundo trimestre dá margem para fechar 2026 antes da passagem.
Decidir em novembro para arrancar em fevereiro ou março continua a ser a melhor opção: as equipas chegam a janeiro com o plano feito, em vez de o começarem.
Como fazemos isto: o Pack Arranque 2027
Juntámos este calendário numa oferta. No Pack Arranque 2027 a data de arranque fica escrita no contrato, em janeiro ou no início de fevereiro, março ou abril, e o plano inclui os dois fechos de janeiro. O suporte ao Cegid Primavera é gratuito e ilimitado até 31 de março de 2027, os meses em que uma equipa mais precisa dele. Se escolherem o Cegid Primavera On-Premises com o servidor no Microsoft Azure, a subscrição Azure desse servidor fica por nossa conta até à mesma data. O preço da licença calcula-se na calculadora de preços.
E as obrigações de 2027?
A proposta de Orçamento do Estado para 2027 prolonga até 31 de dezembro de 2027 a aceitação do PDF como fatura eletrónica e adia o SAF-T da contabilidade alargado. A proposta ainda está em discussão no Parlamento, com votação final marcada para 24 de novembro. Seja qual for o texto final, as obrigações chegam, e um ERP escolhido agora deve trazê-las de série. Ver AEQ 2027 e SAF-T. Quem ainda está a decidir se muda de ERP encontra os sinais e os custos em quando (e quando não) trocar de ERP.
