← Recursos Produto · Cegid Primavera 10 de agosto de 2026 9 min de leitura

Primavera Evolution vs v10 — a diferença real, e a decisão que fica.

Evolution é uma edição do v10, não um produto à parte. O v10 é a versão atual do ERP Cegid Primavera, Evolution é a edição dessa versão onde está a maioria das PME portuguesas, e Evolution Cloud é a mesma edição servida pela Cegid como SaaS. Quem chega a esta comparação está quase sempre a decidir outra coisa: se vale a pena sair do sistema local que tem hoje. Este artigo põe os três nomes no lugar e dá os cinco critérios que decidem essa migração — incluindo o único que a Cegid não resolve por vocês: o servidor onde o ERP corre.

Resposta direta: Evolution é uma edição do v10, não uma alternativa ao v10

O v10 é a versão atual do ERP Cegid Primavera. O Evolution é a edição dessa versão que se encontra na maioria das PME portuguesas — a Cegid publica a diferenciação funcional do produto sob o nome Cegid Primavera ERP Evolution, e é a mesma família que inclui as edições Essentials, Standard, Plus, Advanced, Premium e Ultimate. O Evolution Cloud é essa mesma edição servida pela Cegid como SaaS. Quem está em Evolution está, portanto, em v10 — e nesse sentido «Evolution vs v10» é uma falsa dicotomia. Há, ainda assim, uma comparação real escondida no mesmo nome: no dia a dia comercial, «v10» é também como se tratam as edições perpétuas Professional e Executive, e entre essas e o Evolution existem diferenças reais — de capacidade (a camada de IA Cegid Pulse só existe no Evolution, e integrações como abrir o documento no Cegid Docs a partir dos editores de Vendas, Compras ou Contabilidade também) e de modelo (licença perpétua contra subscrição). Voltamos a essa comparação mais abaixo; a que a maioria de quem chega aqui precisa de fazer é outra ainda: sair, ou não, do sistema local que tem hoje. O que muda em concreto ao passar para o Cegid Primavera ERP Evolution (Cloud) — dados, módulos, deployment e janela de paragem — está no guia dedicado.

A confusão tem origem histórica. A Cegid comprou o Grupo Primavera em 2022 — anúncio em julho, conclusão em setembro; o grupo integrava desde 2021 a PRIMAVERA BSS — e em fevereiro de 2023 o portfólio passou à marca Cegid: o software passou a chamar-se Cegid Primavera. Os dois nomes circulam desde então para o mesmo ERP, e as edições ganharam mais visibilidade comercial do que o número da versão. O resultado é que a versão e a edição são usadas como se fossem opostos. A decisão que existe mesmo está um passo atrás: entre o sistema local que a empresa tem hoje e o Evolution Cloud.

Em síntese

v10 = a versão do ERP. Evolution = a edição do v10 mais comum em PME; as perpétuas Professional e Executive são outras edições do mesmo v10. Evolution Cloud = a edição Evolution servida pela Cegid como SaaS. Há duas comparações que decidem mesmo — Evolution contra uma perpétua Professional/Executive (capacidade e licenciamento) e, para a maioria, sistema local contra Evolution Cloud — e nenhuma delas é «Evolution contra v10».

O mapa das versões que estão em produção em 2026

Em 2026 há três configurações a operar em PME portuguesas ao mesmo tempo, e a diferença entre elas não está na lista de funcionalidades — está em quem faz o trabalho de as manter a funcionar. É essa a leitura que decide a migração.

Critério v9 Evolution (on-premises) Evolution Cloud
O que é Geração anterior Versão atual A mesma, em SaaS
Onde corre Servidor próprio Servidor próprio ou Azure Infraestrutura da Cegid
Quem instala as atualizações A empresa A empresa A Cegid
Acesso fora do escritório Sessão remota, normalmente por VPN Sessão remota (RemoteApp); VPN conforme a instalação RemoteApp por portal web ou app Remote Desktop, sem VPN
Capacidade nova (ex.: Cegid Pulse) Fica de fora Sim Sim, já aplicada

A coluna do meio e a da direita são a mesma versão e a mesma edição: a diferença entre elas está em três linhas — onde corre, quem instala as atualizações e como se chega ao sistema de fora do escritório. A coluna da esquerda é a que está a ficar para trás.

Falta uma linha neste mapa, de propósito: as edições Professional e Executive do v10, em licença perpétua com contrato de continuidade. Ainda estão na tabela de preços da Cegid e continuam a receber as atualizações legais, mas ficam fora da família Evolution — e é na família Evolution que a capacidade nova aterra, incluindo o Cegid Pulse. A oferta atual da Cegid está concentrada na subscrição; quem está numa perpétua não precisa de correr, mas convém saber que está numa linha onde o investimento novo do fabricante já não entra.

O v9 está descontinuado — e não é uma descontinuação de papel. A Cegid fixou a migração das linhas v9 para o Evolution até ao final de 2025, e as atualizações legais deixaram de sair para o v9: as de 2026 (IRS, IAS, Segurança Social) foram publicadas apenas para a geração v10 — Professional, Executive, Evolution e Public Sector. Quem ainda opera em v9 não está num produto «a apagar-se lentamente»; está num produto que já não acompanha a legislação. E a capacidade nova, como o Cegid Pulse, a camada de inteligência artificial do ERP, existe apenas nas edições Evolution.

Os cinco critérios que decidem se a migração compensa

Estes cinco critérios aplicam-se tanto a quem está em v9 como a quem já está em v10 on-premises e pondera o Evolution Cloud. Nenhum deles, isolado, decide uma migração. Três em simultâneo costumam decidir.

1. Quem instala as atualizações — a empresa ou a Cegid

Em on-premises, cada atualização do ERP é uma janela de manutenção que alguém tem de marcar, preparar e validar. Em Evolution Cloud, esse trabalho passa para o fabricante. A diferença prática mede-se em duas perguntas concretas: quantas versões de atraso tem a instalação hoje, e quem foi a última pessoa a validar uma atualização em ambiente de testes antes de a pôr em produção. Quando a resposta à segunda pergunta é «ninguém, há dois anos», o critério já está respondido — e o efeito é maior no calendário fiscal, porque é aí que as alterações legais chegam pela release do fabricante e só valem quando estão instaladas.

2. Onde vive a identidade e o resto do stack

Este critério pesa mais em empresas que já correm o resto da operação em Microsoft. O Evolution Cloud traz identidade própria, gerida pela Cegid — credenciais do serviço, com as políticas de password do fabricante; o Microsoft 365, o Azure e os restantes acessos vivem no Microsoft Entra ID. Não é a mesma conta, e é por isso que o critério interessa: quando um colaborador entra ou sai, alguém tem de tratar dos dois mundos — e a pergunta certa é se são duas equipas e dois contratos, ou um só. A HeraPrime opera 131 tenants Microsoft 365 e 84 subscrições Azure, e é parceiro Cegid Platinum e Microsoft Solutions Partner em quatro designações (Infrastructure, Data & AI e Digital & App Innovation em Azure, e Modern Work) — as duas metades do problema ficam na mesma mesa. O detalhe importante para quem já tem relatórios montados: integrações de Power BI sobre dados do ERP continuam a ser trabalho de configuração com âmbito próprio, em qualquer dos deployments.

3. Como a equipa chega ao ERP fora do escritório

Em on-premises, trabalhar de fora costuma significar uma sessão remota (RemoteApp) a um servidor que é vosso, muitas vezes atrás de uma VPN: uma infraestrutura de acesso que alguém tem de manter — e manter segura. No Evolution Cloud o caminho é o portal web da Cegid (RD Web Access) ou a app Microsoft Remote Desktop — em Windows, macOS, iOS ou Android — sem VPN e sem servidor do vosso lado; em mobile existe ainda a app Cegid Primavera Evolution, um assistente de IA para consultas e indicadores (vendas, compras, tesouraria) sem abrir o ERP. Este critério pesa muito em operações com mais do que um local — retalho com várias lojas, indústria com armazém separado do escritório, equipas comerciais em deslocação — e pesa pouco numa operação de local único com utilizadores fixos. Para fluxos desenhados para telemóvel — despesas, pedidos de férias, ordens de trabalho no terreno — o que resolve é uma app na OMNIA Platform, não o deployment do ERP.

4. O que acontece ao servidor onde o ERP corre

É o único critério desta lista que o fabricante não resolve por vocês, e por isso é o que costuma ficar de fora da conversa. Uma instalação on-premises tem um servidor, licenças de base de dados, backups e um plano de recuperação — ou a ausência de um. O Windows Server 2016, onde corre grande parte das instalações Primavera portuguesas, atinge o fim do suporte alargado da Microsoft a 12 de janeiro de 2027: a partir dessa data, deixa de receber atualizações de segurança. Renovar hardware para um servidor que já perdeu o ERP é pagar duas vezes; tratar as duas metades no mesmo projeto é um projeto em vez de dois — é o que está desenhado no Pack Migração Cloud (Cegid + Azure).

5. Onde aterra a capacidade nova, e o que muda na estrutura de custos

O v10 é a geração onde o produto é desenvolvido, e o Evolution Cloud é onde as atualizações chegam aplicadas. Do lado do custo, a mudança é de forma e não apenas de valor: on-premises soma a subscrição anual do software ao hardware, às licenças de base de dados e às horas de manutenção; o Evolution Cloud é subscrição mensal por edição, em pacotes com utilizadores e empresas incluídos, com a infraestrutura dentro. Os valores das duas vias estão na página de preços do software Primavera, com base na tabela oficial da Cegid. A comparação honesta não é mensalidade contra licença — é o custo total a três anos, com o servidor, as licenças de base de dados, os backups e as horas de manutenção dentro da conta.

Quando não migrar (ainda)

Antes de decidir, vale separar três migrações que costumam ser tratadas como uma só — e que têm respostas diferentes:

  • De v9 para Evolution não é bem uma escolha: a Cegid já só aceita a migração de contrato para Evolution — não para as edições v10 perpétuas — e o v9 já não recebe as atualizações legais. Comprar uma v10 nova sairia tipicamente mais caro do que migrar; a migração para Evolution preserva as condições comerciais do contrato atual. A pergunta aqui não é «se», é «quando» — e o «quando» é agora.
  • De uma perpétua Professional/Executive, ou de um Evolution on-premises, para o Evolution Cloud é uma análise de custo-benefício e de funcionalidade, não uma obrigação: pesa-se a capacidade nova (a camada de IA, por exemplo), o modelo de custos e o que fica coberto em SaaS.
  • De on-premises para cloud, quando a versão já é atual, é sobretudo uma decisão de calendário — ancorada ao fim de vida do servidor, não à urgência.

Por isso há casos em que a resposta certa é esperar, e dizê-lo é parte do trabalho. Se a instalação está em v10 recente, o servidor foi renovado há pouco e a operação corre num único local, a migração para cloud é calendário e não urgência. Se existem customizações profundas ou módulos sem equivalente em SaaS — a Produção, por exemplo, não existe em Evolution Cloud —, o caminho não é forçar o Evolution Cloud: é o Cegid Primavera v10 em Microsoft Azure — o mesmo ERP, sem o servidor local, com infraestrutura, backups e acessos geridos. E se a queixa real é de processo — dados que ninguém confia, fecho mensal que arrasta — trocar de versão não a resolve; os sinais que distinguem um problema de sistema de um problema de processo estão em Quando (e quando não) trocar de ERP.

Como decidimos, na HeraPrime

A auditoria prévia leva 2 a 4 semanas e produz uma decisão por escrito para cada peça da instalação: coberta pelo standard do Evolution Cloud, substituível por configuração ou por uma app OMNIA, ou a operar em v10 em Azure — com indicação do que é destino e do que é transição. Uma migração de ERP completa fica em 8 a 14 semanas, a proposta sai em 5 dias úteis após o diagnóstico com âmbito fechado, e o servidor antigo só é descomissionado depois do período de operação em paralelo.

Quem faz este trabalho é uma equipa com os consultores mais certificados entre os parceiros Cegid Platinum, com certificação em 18 especializações Cegid Primavera, verificável na nossa ficha do diretório oficial de parceiros. São 30 anos de Cegid Primavera, 1000+ implementações e 423 clientes ativos. Depois do go-live, o suporte é contratualizado com SLA de 3 horas, auditado, e a revisão obrigatória aos 90 dias está incluída no contrato original — é aí que se mede quem está realmente a usar o sistema novo e quem voltou ao Excel por hábito. O passo a passo da migração está no checklist das três fases, e a leitura completa das versões e módulos em Software Primavera.

Perguntas frequentes

Primavera Evolution e Primavera v10 são a mesma coisa?
No essencial, sim: o v10 é a versão do ERP Cegid Primavera e o Evolution é a edição dessa versão mais usada nas PME portuguesas — a Cegid publica a diferenciação funcional do produto sob o nome Cegid Primavera ERP Evolution. Quem está em Evolution está em v10, por isso «Evolution vs v10» não é bem uma escolha. Há, no entanto, uma comparação real no mesmo nome: as edições perpétuas Professional/Executive do v10 não têm a capacidade nova — a camada de IA Cegid Pulse — nem o modelo de subscrição do Evolution. E, para a maioria, a decisão que mais pesa é outra: manter o sistema local que têm hoje, ou passar ao Evolution Cloud.
Qual é a diferença entre Evolution e Evolution Cloud?
Mesma versão e mesma edição, deployment diferente. Em Evolution on-premises o software corre num servidor da empresa, em subscrição anual — sem renovação, o sistema passa a modo de leitura; a licença perpétua clássica só existe nas linhas antigas Professional e Executive. O Evolution Cloud é servido pela Cegid como SaaS: infraestrutura e atualizações ficam do lado do fabricante, e o acesso faz-se pelo portal web ou pela app Remote Desktop. As funcionalidades são quase equivalentes — o Cloud não tem Produção e os pacotes têm limites de utilizadores e empresas — e o que mais muda é o modelo operacional e a estrutura de custos.
Estamos em v9. Temos de migrar já?
Já deviam ter migrado: a Cegid fixou a migração das linhas v9 até ao final de 2025, e as atualizações legais de 2026 saíram apenas para a geração v10 (Professional, Executive, Evolution e Public Sector). Um v9 em produção em 2026 processa com tabelas e regras desatualizadas — em IRS, IAS e Segurança Social, isso aparece nos recibos. Ainda assim, a migração não se faz em pânico: são as 2 a 4 semanas de auditoria prévia que fixam o calendário em vez de o adivinhar.
As nossas customizações sobrevivem à passagem para o Evolution Cloud?
Depende de cada uma, e é exatamente isso que a auditoria classifica por escrito: coberta pelo standard do Evolution Cloud, substituível por configuração ou por uma app na OMNIA Platform, ou a manter no Cegid Primavera v10 em Microsoft Azure quando não existe equivalente em SaaS. A HeraPrime tem 46 apps OMNIA em produção em 45 clientes e é o parceiro número um em OMNIA Platform em Portugal, o que torna a segunda via um caminho real e não uma promessa.
Quanto tempo demora migrar para o Evolution Cloud?
Uma migração de ERP completa fica em 8 a 14 semanas, conforme os módulos ativos e o volume de dados, com a infraestrutura a correr em paralelo. O âmbito é fechado antes de começar: proposta em 5 dias úteis após o diagnóstico, com calendário e pontos de reversão por fase.
As obrigações fiscais de 2027 obrigam-nos a migrar?
Depende de onde estão. Em v10 — Evolution ou nas edições perpétuas Professional/Executive — as alterações fiscais e legais chegam na release do fabricante; no Evolution Cloud, sem intervenção vossa. Aí, quem usa prazos fiscais para vender urgência de migração está a vender o problema errado. Em v9 é diferente: o v9 está fora do ciclo de atualizações legais, e as obrigações de 2027 não vão chegar lá. E há um prazo que é vosso em qualquer on-premises: o Windows Server 2016, onde corre grande parte das instalações Primavera portuguesas, atinge o fim do suporte alargado da Microsoft a 12 de janeiro de 2027.

Fontes consultadas: Cegid — «Diferenciação Funcional, Cegid Primavera ERP Evolution» (documento oficial de 06/03/2024, helpcenter.ila.cegid.com), para o nome do produto e as edições · Microsoft — ciclo de vida do Windows Server 2016, fim do suporte alargado a 12 de janeiro de 2027 (learn.microsoft.com) · tabela de preços PVP Cegid Primavera (versão de 09/06/2026), para a estrutura de licenciamento on-premises e cloud · diretório oficial de parceiros Cegid, para certificações e especializações da HeraPrime.

Avaliação de versão e destino

Em que versão estão hoje, e o que muda se saírem dela

30 minutos com o Apoio Comercial da HeraPrime — pré-venda com perfil técnico. Olhamos para a versão e a edição instaladas, para as customizações que existem e para o servidor onde o ERP corre, e devolvemos o destino de cada peça: coberta pelo Evolution Cloud, substituível por configuração standard ou por uma app OMNIA, ou a operar em v10 em Microsoft Azure. Proposta em 5 dias úteis, com âmbito fechado.