← Recursos Cegid Primavera · Avaliação de parceiros 8 de junho de 2026 6 min de leitura
Como avaliar um parceiro ERP — sete dimensões antes de assinar.
A maioria das avaliações falha por superficialidade — logótipos no rodapé, anos sem volume verificável, certificações vencidas, SLAs no contrato que ninguém mede. Sete dimensões para perguntar antes de assinar — e uma checklist de uma folha para levar a cada reunião.
A escolha de um parceiro ERP é uma decisão estrutural. O ERP é a infraestrutura sobre a qual a empresa factura, fecha contas, paga salários e cumpre obrigações fiscais. Uma escolha errada custa entre seis meses e dois anos para corrigir, e quase sempre custa também migrar dados que ficaram reféns. Se a decisão ainda é sobre o sistema e não sobre o parceiro, veja primeiro o que é um ERP e quando faz sentido numa PME.
A maioria das avaliações de parceiros ERP falha por superficialidade — logótipos no rodapé do site, anos de experiência sem volume verificável, certificações vencidas, SLAs no contrato que ninguém mede. A norma ISO 9001:2015, na cláusula 8.4, oferece o enquadramento certo para avaliar fornecedores críticos. Aplicada ao caso de um parceiro ERP em Portugal, traduz-se em sete dimensões.
As sete dimensões
1. Estatuto e profundidade no produto
Não basta ser parceiro do fabricante. Importa o nível de certificação, quantas especializações cobre sem subcontratar, quantos anos de atividade acumula e quantas implementações concluiu. Um parceiro com cobertura parcial obriga a empresa a coordenar terceiros em cada projeto.
2. Camada Microsoft integrada
O ERP não vive sozinho. Vive sobre Azure (infraestrutura), Microsoft 365 (produtividade), Entra ID (identidade) e Defender (segurança). Um parceiro só de ERP obriga a empresa a coordenar dois ou três fornecedores em cada incidente — fonte recorrente de finger-pointing em produção.
3. Sistema de qualidade certificado
A ISO 9001:2015 é a norma de referência. Para um parceiro ERP, a certificação não é decoração — é a garantia de que existem processos documentados para entrega de projetos, gestão de incidentes e melhoria contínua. A certificação tem de ser emitida por entidade reconhecida (SGS, Bureau Veritas, APCER, TÜV) e estar em prazo de validade.
4. Continuidade operacional e SLA
A entrega de um projeto é o início, não o fim. O que diferencia parceiros depois do go-live é a operação contínua. SLA no contrato não chega — interessa SLA medido, reportado e auditado.
5. Estabilidade da equipa
O setor IT em Portugal tem turnover típico entre 15% e 25% ao ano. Numa relação ERP, alto turnover significa perda de conhecimento sobre a especificidade do cliente — o consultor que conhece os fluxos de facturação da empresa vai embora antes do contrato seguinte.
6. Conformidade regulatória
Quatro obrigações convergem em Portugal em 2026–2027 e afetam diretamente o ERP: AEQ (Assinatura Electrónica Qualificada, 1 janeiro 2027), CIUS-PT (facturação electrónica B2G, 1 janeiro 2027), SAF-T da Contabilidade (exercício 2027) e NIS2 (coimas aplicáveis desde 3 abril 2026, com a faculdade de pedir dispensa a terminar a 3 abril 2027; até €10M ou 2% do volume de negócios para entidades essenciais). A proposta do Orçamento do Estado para 2027, entregue a 8 de outubro de 2026, adia as três primeiras um ano; até a lei ser aprovada (votação final a 24 de novembro) e publicada, valem as datas atuais. Um parceiro sem plano explícito para os quatro vectores é um risco. Os calendários e as armadilhas mais frequentes estão em AEQ no Cegid Primavera: como configurar até 2027 e em NIS2 — guia regulatório.
7. Portfólio verificável
Os números que o fornecedor anuncia só valem se forem verificáveis. Clientes nomeáveis com autorização expressa, testemunhos com nome e cargo, e três referências contactáveis do mesmo setor antes da assinatura.
Como mudar de parceiro Cegid Primavera
Mudar de parceiro não obriga a mudar de ERP. A Cegid recomenda falar primeiro com o parceiro habitual, mas o cliente é livre de escolher quem o acompanha: as licenças, os dados e a instalação ficam com a empresa. A transição começa por uma auditoria à instalação existente, que mostra o estado da configuração antes de o novo parceiro assumir o suporte.
Na HeraPrime, essa auditoria termina numa proposta com âmbito, prazo e preço fechado em 5 dias úteis, e o suporte passa a correr com SLA de 3 horas contratualizado, auditado pela Certificação LAC. As sete dimensões acima servem para comparar o parceiro atual com o candidato antes de decidir.
A checklist
Construímos uma checklist de uma folha com as 15 perguntas decisivas a fazer a qualquer candidato. Cabe na mesa de reunião, marca-se à mão, e no fim sabe quantos pontos cada fornecedor cumpre.
