← Recursos Operação · Cegid Primavera 24 de Abril de 2026 9 min de leitura
Migrar para Cegid Primavera Cloud — checklist, decisões, riscos — sem slides.
Uma migração para Cegid Primavera Evolution Cloud pode ir de 1 dia, nos casos mais simples, a 8 a 16 semanas nos cenários mais complexos — v9 com customizações, integrações vivas ou multi-empresa. Mal conduzida nos casos complexos, arrasta-se o dobro e deixa uma empresa sem fecho durante meio trimestre. A diferença está quase toda em três sítios: auditoria prévia, plano de dados, janela de paragem. Este é o checklist que usamos internamente antes de assinar qualquer contrato — válido para quem sai de v9 ou de Evolution on-premise.
Uma migração para Cegid Primavera Evolution Cloud mal conduzida partilha três sintomas: descobrir dados perdidos uma semana após o corte, fecho fiscal que não bate com o histórico, equipa em Excel paralelo porque o novo ERP não cobre o que o v9 cobria. Os três sintomas resultam da mesma causa: a decisão foi feita antes de haver auditoria. Este checklist existe para impedir isso.
Os três sítios onde se ganha ou perde
1. Auditoria prévia — sem ela, o preço é ficção.
2. Plano de dados — o que se leva, o que fica, com critério.
3. Janela de paragem — contratualizada, com reversão testada.
Fase 0 — Auditoria prévia (1–3 dias)
Antes de qualquer proposta de preço, o parceiro tem de ver o que existe. Inventário obrigatório:
- Versão exata de Cegid Primavera (v9 R10, v10 Evolution X.Y) e histórico de patches aplicados
- Edição (Evolution, Professional, etc.) e modelo de licença atual
- Módulos activos e quantos utilizadores por cada um
- Customizações — em Cegid Studio, scripts SQL, relatórios Reporting, apps construídas em OMNIA Platform, integrações via API
- Sistemas integrados — POS, e-commerce, CRM, BI, portais de fornecedor
- Volumetria — nº documentos/ano, nº terceiros, tamanho da base em GB
- Processos fora do ERP — tudo o que a equipa faz em Excel, Access, email, "sistema próprio"
Quem proponha sem auditoria está a dar um número que não honra. O bom acordo aqui é: auditoria contratada e facturada separadamente, com o montante descontado no contrato de implementação se o projeto seguir em frente.
Fase 1 — Plano de dados
Dividir os dados em três classes:
- Master data (terceiros, artigos, plano de contas) — migra integralmente, com limpeza prévia de duplicados. Decisão: migrar histórico de 3, 5 ou 10 anos?
- Saldos iniciais (balancete, stocks, contas correntes) — cortados num dia específico, reconciliados no ambiente novo antes do corte.
- Histórico de documentos — vai em modo "consulta apenas", não em modo operacional. Chaves fiscais preservadas para auditoria da AT.
O erro clássico é tentar migrar tudo como operacional. Resultado: o ERP novo herda dados sujos de anos e a equipa não percebe porque é que o novo sistema é lento. Corte limpo é melhor que arrastar problemas.
Fase 2 — Janela de paragem e reversão
Toda a migração tem paragem operacional. O que se contratualiza é o tamanho — tipicamente 4 a 12 horas num fim-de-semana prolongado. O contrato tem de ter:
- Runbook completo — cada passo da operação de corte com responsável e duração prevista
- Critérios de aceitação — lista explícita do que tem de funcionar na segunda-feira (emitir fatura de teste, consultar saldo, gerar balancete)
- Plano de reversão testado — se à terça-feira o sistema não está a responder, qual é o procedimento para voltar ao v9 sem perder o que foi lançado entretanto
- Equipa em standby no dia útil seguinte — SLA 3h contratualizado não é boa-vontade
O que determina o esforço do projeto
Variáveis que mudam a escala entre um projeto compacto e um rollout multi-empresa — a escolha destas decide quase tudo o resto:
- Número de módulos — Financeira + Faturação sozinhas vs multi-módulo com Vendas/Compras/Stocks, Tesouraria, RH e Equipamentos
- Utilizadores de ERP — 5, 30 ou 100 utilizadores mudam formação, perfis e volumetria de suporte
- Customizações a reaproveitar — Cegid Studio com documentação vs scripts SQL soltos sem dono
- Integrações externas — POS, e-commerce, CRM, BI, portais de fornecedor — cada uma é um sub-projeto
- Escopo multi-empresa — uma empresa é linear; três com consolidação é outra escala
A estes factores somam-se licenças Cegid (subscrição mensal em Evolution Cloud; capex/opex em on-premise) e, quando aplicável, infraestrutura cloud auxiliar (Azure para ambientes híbridos, armazenamento de documentos, backup off-site).
Riscos por vertical
- Contabilistas/SROC — multi-empresa, SAF-T da Contabilidade alargado em 2027. Atraso na migração colide com obrigações de cliente.
- Construção civil — imobilizado em curso, centros de custo por obra. Quase sempre exige customização retida (Cegid Studio ou apps OMNIA Platform).
- Retalho e alimentar — POS e lotes/validades. Integrações com terminais e balança etiquetadora têm de ser retestadas.
- Hotelaria — integração com Fidelio ou similar. A ponte reconstrói-se, não migra.
O que contratar com clareza
- Preço fixo por fase, não por hora de consultor — responsabilizar o fornecedor pelo resultado
- Revisão aos 90 dias pós-go-live — se a adoção é baixa, nova formação já paga
- Suporte pós-go-live com SLA 3h contratualizado e Certificação LAC externa — ver os números reais (o nosso tempo médio real 2025 está em 4h50m, honestamente)
- Documentação técnica entregue — runbook, plano de dados, integrações, customizações. Se o parceiro sair, fica a documentação
Como arrancamos, na HeraPrime
Diagnóstico de 30 minutos. Auditoria técnica de 1–3 dias, conforme a complexidade. Proposta com âmbito, prazo, preço e plano de reversão. A proposta técnica é vossa independentemente da decisão final.
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